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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Respostas aos Leitores


vamos lá meu povo, que estou preocupada com voces!
como eu vou dizer... como explicar... como justificar?
no way! respondo muita coisa de adm publica, psicologia, politica. até formiguinhas!
mas é dificil ter a responsabilidade de falar sobre transtornos psiquiatricos, mais crucialmente, sobre transtornos de personalidade. nosso famoso CID10 F60 e seus pontinhos.
Olha, eu li algumas coisas, que me deixaram, tipo... quando a gente tem a primeira aula de tabuada e nunca decoramos quanto é 7x8. nunca duvidei que leveu mais de tres segundos pra qualquer genio responder. eu to assim. eu ja disse que queria me desligar do assunto, ja disse que iria evita-lo, et al. mas, eu leio certas coisas, que parecem fazer um filminho na minha frente. eu garanto que ja vi todo tipo de doença, em sexo, genero e cor! e nao gostei da camisa de força, nem das consequencias neste super cerebro. tambem nao gostei da sonda, da lavagem, de ser amarrada, e daquela porcaria de UTI com tantos fios ligados em mim, que ja me sentia ponto de tv a cabo cercado de casas (fazendo macacos).
ui, que sono! marquei medica pra mim amanha, porque nao estou gostando de alguns sintomas, mas sei que minha depressao vem da minha avó estar doente.
óia... mesmo que eu tivesse CRM, na area de psiquiatria, ou o doutorado em psicologia, é anti-ético, e absurdamente irresponsavel, eu atender cada um de voces, como se estivesse no consultório. GENTE, GOOGLE NÃO É MÉDICO! ta? entao, tá.
me sinto responsavel pelas perguntas e desabafos, pois voces chegaram aqui, colocando as palavrinhas mágicas no oráculo e plim: blog da Nanda. e se vcs voltam, lêem, nao achem nenhuma leitura melhor sobre o assunto (po, me sinto honrada), voces todos merecem atençao. e como diz Sant-Exupery: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. entao, eu tenho que atender, e entender os apelos, as vezes desesperados, ou um simples desabafo. MAS VOU CONTAR UMA COISA QUE NÃO CONTARAM PARA MIM, MAS EU NUNCA DUVIDEI: nao confundam sintomas, reaçoes, comportamentos, de um Boderline, ou qualquer outro que por aqui eu ja falei, entao, nao confundam com: mal humor, tristeza, desanimo, agressividade, e até depressao. (TPM eu ja expliquei, né?)
pessoas e formiguinhas, voces devem ser fortes. e quando achar que "deu", nao esqueçam os famosos 30%, que pra mim ja ta nos 60% (to quase me tornando narcisista, por causa de voces, rs). mas infelizmente, a realidade, dolorosa, é essa! sabem, eu corro todo dia (porque alem de inteligente, eu tambem sou gostosa, BRINCADEIRINHA), e entre um bebedouro e outro, há no minimo 1km de distancia. isso nao é nada? meu fí, vai correr sob um sol do meio-dia, 35º, 20% de umidade, e magra, pra nao dizer outra coisa. meu ritmo normal sao 4 km em 25 min. variando entre corrida e trotes, porque eu nao quero emagrecer, eu quero ser saudavel e manter o corpinho de 20, tendo 31! as vezes, eu estaciono no lugar errado, e quando eu to nos 3,5 km esta vossa blogueira, percebe que estacionou os poneis malditos, no circuito de 6km. ja élvis. vai ter que chegar la. só que a sede vai dominando, e eu acho que é melhor passear do que correr... mas a parte esperta do meu big cérebro, me manda colocar uma musica que me de vontade de dançar, e eu vou firme e forte. só que o corpo esta quase fundindo o cerebro de sede. dai eu dou um olhar 43, e vejo o oasis! mai falta um bucadinho pra eu chegar no bendito bebedouro. entao eu aumento o som, coloco a musica we are the champion, e corro. eu posso. eu tenho que chegar la. e depressa. e foda-se se eu to cansada. falta UM POUCÃO, mas eu miro e digo, vou chegar,DJ! e chego... e tomo quase toda agua do parque. mas eu cheguei. sabe aquele mero: ta no inferno, abraça o capeta; ou: o que é um pum pra quem ta cagado! ele funciona viu. eu penso, só mais um pouquinho, to quase chegando, e só penso nisso e naquele bebedouro! e chego, caralho! é uma metafora? parabens para quem sacou isso! but, eu tenho a opçao de ir calmamente até la, usando o restinho da gasolina pra chegar no posto. ou sentar, e alguem vai perguntar se eu to passando mal, eu digo que to (e to mesmo), e vai aparecer muita agua geladinha pra moi!
ahahaha, pela primeira vez o tempo nao foi meu oponente. mas a distancia. sim. o caminho, aquele trecho até o final, é um tremendo filho da puta que se formou onde o Tempo é reitor!
o que eu quero dizer afinal: voce sempre vai ter NO MINIMO 2 opções. se voce for esperto, saberá transforma-la em 4. mas se voce for covarde, 4 é muita coisa pra voce decidir. é melhor ter só duas alternativas: caga ou sai da moita!
entao tipo assim cara, tu nao é obrigado a sofrer, e pior ainda, fazer pessoas inocentes, sofrerem com voce (foi uma direta para alguns apelos que eu li).
MAS DESISTIR? desistir de alguem que voce ama, porque ela tem esse pequeno defeito. Quer algo pior do que voce se envolver muito com uma pessoa, e essa pessoa por voce, e voces poderiam ter tudo, se amando incondicionalmente (Rolling in the deep- Adele), mas dai surge um detalhe que a mesma Adele começa a canção Someone like you: é casado(a)!
e ai? dá pra desfazer? dá pra voltar na loja e dizer que veio com defeito de fabrica? nao, né? entao, ce fica ouvindo Adele e com uma garrafa ao lado, chorando e pesando: vale a pena continuar? até tentar, se os dois estao apaixonados? ou é imoral, ilegal e papai do céu nao acha isso bonito! mas na minha religiao, ha varias explicaçoes que te levam a uma unica decisão. só que ai sao outras quinhentas palavras no proximo post!
O que eu posso dizer para voces, amados leitores e formiguinhas (quem sabe a menina do canada segue este vosso blog!), é: tentem chegar até o bebedouro pelo caminho errado. se voce for determinado suficiente para matar sua sede, voce me conta, que eu lhe darei as proximas instrunçoes!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Respondendo aos leitores, aos boderlines, aos curiosos, e quem nao tem o que fazer!


Bom, com mais de um mes de atraso, batendo todos os recordes baianos da preguiça, ca estou eu! Eu tenho que me acostumar a sempre estar lendo posts passados, principalmente os mais antigos. Claro que nao é possivel agradar gregos e goianos, eu li muita, mas muitaaaaaaaaaaaaaa besteira. Mas a gente poem a cara a tapa, né? puf!
Bom mas vamos la... eu ate queria palestrar um pouco, porque to COM O SACO CHEIO E O COPO TRANSBORDANDO, mas vou tentar falar aos meus leitores (genten acho tao chique falar: meus leitores), que de uma forma ou outra pedem ajuda, como eu peço a voces, explicaçoes que nao estao em nenhum livro e nenhuma pagina do google.
Primeiro, com todo respeito aos mais velhos, mulheres e crianças: bando de fdp que nao tem o que fazer, vao tomar nos respectivos c... e arrumaem uma troxa de roupa suja pra lavar, seus ANIMAIS, que nao respeitam as doenças psiquicas e da alma, que só quem vive e convive com estas, podem depor sua dor nesse espaço, cambada de cornos e cornas. (sim, pq eu conheço o jeito de escrever de algumas pessoas, sabe? e identifico quem sao. Mas como querem se manter anonimos e covardes, entao enfiem a opiniao no rabo, e respeitem os que vêm ate este blog em busca de uma resposta, um desbafo, ou um consolo.
PASSOU, PASSOU...
Seguindo, eu fui buscar postagens muito antigas, algumas com mais de 1 ano. Mas sao posts de pessoas machucadas, que procuram informaçao sobre como tratar e ser tratado.
É muito complicado aceitar o rotulo de desvio de personalidade. Esta em voga ser bipolar, ou esquizofrenico. Mas uma conduta duvidosa, realmente é bem triste. Tentamos mostrar que somos normais, mas as pessoas tem medo de nós ou simplesmente ja possuem um pré-conceito sobre transtorno de personalidade.
Graças à sao Geraldo do oléo de peróba, minha EXCELENTE psiquiatra nao me trata mais com estabilizador de humor, porque afinal, como diz ela: nao sou bipolar. Isso me ajudou muito. Outra mudança importante foi a mudança do antidepressivo. a antiga fluoxetina, deu lugar a um remedio que chegou no brasil em novembro. claro, como todo rémedio com patente, custa bem caro, mas nao há preço para quem busca a serenidade. nao vou cita-lo, por uma questao de ética. Quem quiser maiores informaçoes sobre a medicaçao, uma boa psiquiatra em brasilia e um bom terapeuta, entre em contato comigo - beijomeliga.
Bom, já nao faço posts enormes, e me canso facil de escrever. Mas prometo ser mais presente e responder cada duvida que me fora feita.
Estou debilitada, mas nao por voces. voces sao uma alegria pra mim, tirando os que nao tem o que fazer ou sao cornos. Estou cansada de muitas brigas, discussoes, falta de paciencia, cobrança, ciumes das amigas, solidão, medo de gostar de alguem, ajeitar sempre a vida dos outros, ser poliana ou playmobil (sempre com sorriso no rosto).
Estou me afastando devagar das pessoas que me fazem sofrer, que me fazem chorar, que me machucam, que nao deturpam o que eu digo... estou bem lentamente me afastando, pois afinal, nem sentiram falta de mim. Acho que é a melhor forma de agir. Se as pessoas estao cansadas do nosso jeito, a gente tem que enfiar o rabinho entre as patas, recolher o banquinho e sair de fininho.
Já é tao dificil pra nós o simples fato de viver, com um rotulo, imagine conviver com pessoas que a gente ama, mas machucam muito a gente.
SIM, O BODERLINE PERDOA. dificil é ser perdoado. a desculpa vem da razao, o perdão do coração.

JA ME CONTARAM QUE AS ROSAS TEM ESPINHO, E EU NUNCA DUVIDEI.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Respostas sobre Borderlines - aos leitores


Obrigado a todos que acompanharam a materia sobre o transtorno de personalidade borderline.
Não é sobre isso que vou escrever hoje, mas estou em falta com voces. Familiares, que leram a matéria e agora me sinto compromissada em explicar-lhes um pouco mais sobre como lidar, o que sente, quanto sofre, e principalmente: quanto faz sofrer aos outros quem é borderline.
Temos muito medo de perder as pessoas que amamos. e amamos muito de pressa. mal conhecemos alguem, e este alguem ja se torna nosso melhor amigo. Isso, é claro, chateia os familiares e mais intimos, pois, mal sabem da onde vem aquela nova amizade, e ja estamos nos entregando de corpo e alma. Não temos como mensurar nossos sentimentos, mas tememos perder todos que estao a nossa volta. por outro lado, nosso comportamento absolutamente impulsivo, mandão, intransigente, afasta rapidamente as pessoas de nós. por iso nao conseguimos manter muitos laços de amizade. mas conseguimos faze-los com constancia, devido a nossa personalidade encantadora, perspicaz, inteligente, sedutora, simpatica e bem humorada.
somos fanfarroes. a bebida é um grande problema. nao somos alcoolatras. mas gostamos de beber. e quando bebemos, bebemos muito. e dai, nossa personalidade se altera completamente.
mas conseguimos levar perfeitamente uma vida longe de bebidas, cigarros, etc. muitos são atletas. ou nerds.
nosso grande ponto fraco é a insegurança. ela chega como uma leve depressão. é como o nucleo, a camada interior. entao se forma uma auto defesa onde nos escondemos. nao queremos chegar perto nem ter contato com ninguem. mas as pessoas nao entendem isso. a essa altura, nossa paciencia ja se esgotou completamente. e formasse entao a crosta. ou o borderlaine em si. a pessoa agressiva, intolerante, egoista, e algumas vezes suicida.
O Borderline é um tipo de personalidade muito dificil de se lidar e de se reconhecer, pois é muito solicito, faz tudo muito bem, vive em sociedade como qualquer um, mas dentro de si, a uma tenue linha que o separa da sanidade e da loucura. Magoar um individuo borderleine, é mais facil do que ver nuvens no céu. Nossa imaginação e sensibilidade são rarissimas.
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No fundo, sofremos muito de amor, baixa auto-estima, solidão, desilusoes, infidelidades e culpa.
A dor que nos consome, é inenarravel. Mas por favor, nao nos abandonem. somente a mais sabia compreensão poderá curar nossas cicatrizes.

NÃO ME CONTARAM QUE EU PODERIA AJUDAR OUTRAS PESSOAS PORQUE SOU ASSIM, MAS EU NUNCA DUVIDEI!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

CID 10 - Transtorno de Personalidade Histrionica


Era só o que me faltava... Agora os filhos da puta da clinica que eu to me intitularam de histrionica!
Voces querem saber que tipo de personalidade hitrionica significa? pois bem... vamos lá de novo mergulhar ao mundo da psiquiatria e suas classificações.


O Transtorno de Personalidade Histriônica ou Histérica (TPH) é uma desordem de personalidade (incluída no grupo B "dramáticos, imprevisíveis ou irregulares" - Borderline, Histriônica, Anti-Social e Narcisista), representada por pessoas dramáticas, exageradas, sedutoras, que tendem a chamar atenção para si mesmas e controlam pessoas e circunstâncias para conseguirem o que querem - manipuladores.[1] É um distúrbio de personalidade que pode ocorrer concomitante ao Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline) e, por isso, compartilham várias características em comum. Além disso, histriônicos têm uma probabilidade maior de adquirir depressão do que a maioria das pessoas.(wikipédia)

Características Diagnósticas
A característica essencial do Transtorno da Personalidade Histriônica consiste de um padrão invasivo de emocionalidade excessiva e comportamento de busca de atenção, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Histriônica sentem-se desconfortáveis ou desconsiderados quando não são o centro das atenções (Critério 1). Freqüentemente animados e dramáticos, tendem a chamar a atenção sobre si mesmos e podem, de início, encantar as pessoas com quem travam conhecimento por seu entusiasmo, aparente franqueza ou capacidade de sedução.

Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos continuamente exigem ser o centro das atenções. Eles requisitam o papel de "dono da festa". Quando não são o centro das atenções, podem fazer algo dramático (por ex., inventar estórias, fazer uma cena) para chamar a atenção.

Esta necessidade freqüentemente se manifesta em seu comportamento diante do clínico (por ex., adular, trazer presentes, oferecer descrições dramáticas de sintomas físicos e psicológicos que a cada consulta são substituídos por sintomas novos).

A aparência e o comportamento dos indivíduos com este transtorno com freqüência são, de maneira inadequada, sexualmente provocantes ou sedutores (Critério 2). Este comportamento é dirigido não apenas às pessoas pelas quais o indivíduo demonstra um interesse sexual ou romântico, mas ocorre em uma ampla variedade de relacionamentos sociais, ocupacionais e profissionais, além do que seria adequado para o contexto social.

A expressão emocional pode ser superficial e apresentar rápidas mudanças (Critério 3). Os indivíduos com este transtorno usam consistentemente sua aparência física para chamar a atenção (Critério 4).

Eles empenham-se excessivamente em impressionar os outros com sua aparência e despendem tempo, energia e dinheiro excessivos para se vestir e se arrumar. Eles podem "caçar elogios" pela sua aparência e se aborrecer com facilidade e em demasia por algum comentário crítico acerca de como estão ou por uma fotografia na qual, em sua opinião, não saíram bem.

Esses indivíduos têm um estilo de discurso excessivamente impressionista e carente de detalhes (Critério 5). Fortes convicções em geral são expressadas com talento dramático, porém com um embasamento vago e difuso, sem fatos e detalhes corroborantes. Por exemplo, um indivíduo com Transtorno da Personalidade Histriônica pode comentar que determinado indivíduo é uma pessoa maravilhosa, porém ser incapaz de oferecer quaisquer exemplos específicos de boas qualidades que confirmem sua opinião.

Os indivíduos com este transtorno caracterizam-se por autodramatização, teatralidade e expressão emocional exagerada (Critério 6). Eles podem embaraçar amigos e conhecidos por uma excessiva exibição pública de emoções (por ex., abraçar conhecidos casuais com um ardor exagerado, soluçar incontrolavelmente em ocasiões sentimentais de pouca importância, ou ter ataques de fúria).

Entretanto, suas emoções com freqüência dão a impressão de serem ligadas e desligadas com demasiada rapidez para serem profundamente sentidas, o que pode levar a acusações de que estão fingindo.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Histriônica têm um alto grau de sugestionabilidade (Critério 7).

Suas opiniões e sentimentos são facilmente influenciados pelos outros e por tendências do momento. Eles podem ser confiantes demais, especialmente em relação a fortes figuras de autoridade, a quem vêem como capazes de oferecer soluções mágicas para seus problemas. Eles apresentam uma tendência a curvar-se a intuições ou adotar convicções prontamente.

Os indivíduos com este transtorno muitas vezes consideram os relacionamentos mais íntimos do que são de fato, descrevendo praticamente qualquer pessoa recém conhecida como "meu querido, meu amigo" ou chamando um médico visto apenas uma ou duas vezes sob circunstâncias profissionais por seu prenome (Critério 8). Devaneios românticos são comuns.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Histriônica podem ter dificuldade em adquirirem intimidade emocional em relacionamentos românticos ou sexuais. Eles com freqüência representam um papel (por ex., "vítima" ou "princesa") em seus relacionamentos, sem se dar conta disto. Eles podem, em um nível, tentar controlar seu parceiro através da manipulação emocional ou sedução, enquanto exibem acentuada dependência em outro nível.

Os indivíduos com este transtorno muitas vezes têm relacionamentos deficientes com amigos do mesmo sexo, porque seu estilo interpessoal sexualmente provocante pode parecer uma ameaça aos relacionamentos dos amigos.

Esses indivíduos também podem afastar os amigos com suas exigências de constante atenção. Eles freqüentemente ficam deprimidos e aborrecidos quando não são o centro das atenções. Eles podem ser ávidos por novidades, estimulação e excitação e ter uma tendência a entediar-se com sua rotina habitual.

Estes indivíduos em geral manifestam intolerância ou frustração por situações que envolvem um adiamento da gratificação, sendo que suas ações freqüentemente são voltadas à obtenção de satisfação imediata.

Embora muitas vezes iniciem um trabalho ou projeto com grande entusiasmo, seu interesse pode desaparecer rapidamente. Os relacionamentos a longo prazo podem ser deixados de lado para dar lugar a relacionamentos novos e excitantes.

O risco real de suicídio é desconhecido, mas a experiência clínica sugere que os indivíduos com o transtorno estão em maior risco para gestos ou ameaças de suicídio para chamar a atenção e coagir os outros a um maior envolvimento. O Transtorno da Personalidade Histriônica tem sido associado com taxas superiores de Transtorno de Somatização, Transtorno Conversivo e Transtorno Depressivo Maior.

Existe, freqüentemente, a co-ocorrência de Transtornos da Personalidade Borderline, Narcisista, Anti-Social e Dependente. fonte:http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm_janela.php?cod=159

Diagnósticos diferenciais

Na personalidade borderline (limítrofe), apesar das duas personalidades terem em comum muitas características, como a instabilidade emocional, hipersensibilidade às rejeições, grande dependência afetiva, manipulação emocional, impulsividade, intolerância ao tédio e monotonia e sofrem de dissociações, deve-se ter em conta que borderlines costumam ter uma grande desregulação emocional, com pensamento de cisão-extremo (amar totalmente ou odiar totalmente), idealizam e se apaixonam rapidamente por pessoas recém-conhecidas, querem compartilhar segredos ou saber tudo da vida da pessoa recém-conhecida, fazem esforços excessivos para evitar um abandono, ficam bravas ou irritadas facilmente, têm uma impulsividade frequentemente auto-destrutiva, com tendências compulsivas como drogadição, alcoolismo, cleptomania, comer compulsivo e são pessoas frequentemente irritadiças, com grande sentimento de raiva evidente com explosões de ira. Histriônicos tendem a reagir sempre depressivamente e aos choros, enquanto que borderlines tendem a reagir de forma raivosa ou explosiva. Além disso, seus relacionamentos, assim como histrionicos, são instáveis, entretanto, borderlines têm relações intensas e ainda costumam ter relacionamentos sociais desgastados, enquanto que histriônicos tendem a ter um bom relacionento social, contudo, superficial. Outra grande diferença também, está na preocupação excessiva com a aparência física do histriônico, levando, às vezes, às distorções corporais. Borderlines, entretanto, têm instabilidade da imagem corporal o que leva às distorções, diferente dos histriônicos que procuram incansavelmente chamar atenção com a aparência física sedutora, podendo levar às distorções da imagem. Além disso, borderlines não costumam erotizar relações não-sexuais e não têm uma tendência sedutora, como histriônicos.(wikipédia)

Bom, eu sinceramente, sinto muito pelos que sao histrionicos...mas os imbecis que falaram que eu sou isso vao me pagar, porque eu to com tanta raiva! que merda. nao basta a gente ser doente, temos que conviver anos entre dezenas de diagnosticos. Eu convivi anos, pensando ser bipolar. me revoltei contra Deus e o diabo a quatro. Depois me resignei quando me contaram que eu sofria de despersonificaçao, que tinha Transtorno de Persnonalidade Boderline. estudei e apredi a viver como uma boderline, agora anos depois vem um bando de vagabundo mudar meu diagnostico de novo??? fora que eu nunca deixei de ser bipolar (31.3) e TDHA.
Oque eles querem??? me endoidar? É por isso que eu nao fico falando pros psiquiatras que escuto vozes como o personagem da novela. porque vao me dar mais remedio. E é disso que esses filhos da mae vivem: da industria farmaceutica, que jogam remedios cada vez mais caros no mercado.
E nossas familias? e nossos amigos? Acabamos com nossa vida pessoal e que se danem, porque ninguem vai procura-los pra explicar que estamos doentes. E dai? e dai brigamos, machucamos, humilhamos, nos afastamos, brincamos, odiamos, amamos, e nao sabemos controlar tantos sentimentos. explodimos como bombas. em quem estiver mais próximo.
É CULPA DA FALTA DE JESUS NO SEU CORAÇAO MINHA FILHA!!! SE APEGUE A DEUS!

PORRA. TIREM DEUS DESSA HISTÓRIA. nao mexam com religiao. deixem as coisas como são. nascemos assim. nos ajudem.queremos ajuda, porque os medicos nao nos ajudam. nos destroem, e nos enchem de remedios. e nós nos destruimos ao perceber que destruimos as pessoas que mais amamos.

por que... por que, é tão dificil? todo dia, todo dia, todo dia...

sábado, 4 de abril de 2009

CID -1O:Transtorno de personalidade boderline.


POST RETIRADO DO MEU OUTRO BLOG, a respeito da personalidade boderline. explicando um pouco melhor o que é!

Hoje eu li uma reportagem muito interessante na revista VIVA SAÚDE - edição 22, fevereiro 2008

Ela fala sobre o transtorno de personalidade boderline. Bem Há muitos, minha psiquiatra que mais ficou comigo, dizia sempre: voce não é bipolar, voce tem transtorno de personalidade. Esse tipo de doença psiquiatrica é muito pior do que o Disturbio Bipolar de Humor, pois não há um tratamento correto, muito menos cura. Meu ultimo diagnostico psiquiatrico tambem mudou o cid de trantorno afetivo bipolar, para transtorno de personalidade. Pra arrematar, meu psicologo ainda deu exemplos de varios transtornos de personalidade, o mais famoso deles é o boderline. Já passei por esse diagnóstico mais especifico, e achei muito, mas muito explicativa a matéria sobre o assunto. Vejamos a seguir alguns trechos tirados na integra.

Na fronteira da insanidade
O indivíduo não é neurótico e nem psicótico, mas vive em uma linha sutil entre esses dois estados e a normalidade. Freqüentemente é confundido com o depressivo, mas na verdade sofre de transtorno de personalidade borderline.
É provável que você conheça uma pessoa assim: parece bem, estuda ou trabalha, é produtiva e bem relacionada, sai à noite, bebe demais, causa confusões - embriagada ou não. Um indivíduo que age normalmente a maior parte do tempo, até de repente ter um senhor ataque e brigar com meio mundo, com extrema ferocidade. Ou que trabalha com ótima performance até ter impulsos irresistíveis e fazer várias besteiras - e achar que está certo.
Mas um detalhe chama a atenção: essa pessoa irrita-se com mais facilidade que o normal e sai de seus ataques de cólera como se nada houvesse acontecido e nem entende por que o outro ficou magoado, como se tivesse dificuldade em apreender a realidade. Pois existe uma dificuldade mesmo, já que sofre de uma doença - o transtorno de personalidade borderline. "Esse paciente não é psicótico nem neurótico, mas tem características de neurose e psicose," explica o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "E todo mundo (inclusive ele mesmo) acha que esse é apenas o seu jeito de ser. Só que é um jeito de adoecer.Não há estatísticas sobre sua incidência, mas o psicanalista Mauro Hegenberg, em seu livro Borderline (editora Casa do Psicólogo), coloca que, segundo os tratados de psiquiatria, ele ocorre em 2% da população em geral - e atinge três vezes mais as mulheres.
Segundo o DSM-IV (sigla em inglês correspondente a Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais), o problema começa a se manifestar no início da idade adulta e pode ser indicado por cinco (ou mais) dos seguintes sintomas:
1. Esforços frenéticos para evitar o abandono, real ou imaginado.
2. Padrão de relações interpessoais intensas e estáveis, que é caracterizado por alternância extrema entre a idealização e a desvalorização.
3. Perturbação da identidade: existe uma instabilidade persistente e marcada da auto-imagem ou do sentimento do próprio indivíduo.
4. Impulsividade pelo menos em duas áreas que são potencialmente autolesivas - gastos, sexo, abuso de substâncias tóxicas, dirigir perigosamente, voracidade alimentar.
5. Gestos ou ameaças recorrentes de suicídio ou comportamento automutilante, ferindo-se.
6. Instabilidade afetiva marcada por variação de humor, como episódios intensos de disforia, irritabilidade ou ansiedade, que tê.m duração de poucas horas até alguns dias.
7. Sentimento crônico de vazio.
8. Raiva exagerada e inapropriada, ou dificuldade de a controlar.
9. Concepção paranóide transitória reagente ao estresse ou sintomas dissociativos em nível grave.
Alguns borderlines ameaçam cometer suicídio, enquanto outros se machucam com freqüência, cortando-se ou queimando-se. "Na maioria das vezes, eles não querem se matar e sim sentir uma dor física mais intensa que a dor psíquica, o que lhes traz um certo alívio", explica Vanda Di Iório. "É por isso também que o doente se acalma quando entra em uma briga violenta em família: depois da discussão todos ficam mal, mas ele, como descarregou sua tensão, age como se nada de importante tivesse acontecido - e espera o mesmo comportamento dos demais", completa a psicóloga. O indivíduo não possui uma identidade definida: não sabe direito quem é, o que quer, quais são seus valores preferenciais. Tem dificuldade - real - de avaliar as conseqüências de seus atos e de aprender com a experiência, e assim segue repetindo os mesmos erros (e ninguém entende por quê). Ou seja, o borderline sofre e faz sofrer. Os que o cercam se cansam e se afastam porque ele é imprevisível e muito exigente. E aí acontece justamente o que o mais teme - ser abandonado.
Todos precisam de ajuda
O tratamento de borderline leva vários anos e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar bem integrada: um psicoterapeuta, um psiquiatra e um terapeuta de família. O doente precisa de medicação, por isso o apoio do psiquiatra é imprescindível - em diversos casos ele medica e também atende o indivíduo. Os remédios utilizados são os estabilizadores de humor e também os inibidores de recaptação de serotonina e medicamentos que agem na noradrenalina e na dopamina, diminuindo a ansiedade e a impulsividade e melhorando a persistência.

Como tudo começa
O transtorno se forma provavelmente a partir da combinação de três fatores: a própria constituição da pessoa, a dinâmica familiar e o meio social. Segundo a psicóloga Vanda Di Iório, algumas crianças exigem muita atenção por parte de seus cuidadores, que podem não estar preparados para tal demanda e responder de forma insatisfatória a essa vulnerabilidade do bebê.

Esse desencontro pode desencadear níveis primários e altos de insatisfação antes que o indivíduo tenha desenvolvido um aparelho psíquico para tolerar seus impulsos agressivos, o que gera os sentimentos paradoxais sempre presentes no borderline: raiva, agressão e medo de abandono. "O doente quer ser livre para fazer o que tem vontade, ao mesmo tempo em que deseja ser cuidado e protegido. Esse conflito aparece desde cedo e é reforçado pela ambivalência familiar, que dessa forma não é capaz de ajudar a criança a desenvolver habilidades para regular a experiência e a expressão de seus afetos.

Essa interação inadequada ao longo dos anos cria seqüelas que interferem de forma distorcida na percepção de si e do mundo. E como ela se organiza emocionalmente em função dessas percepções, dá para entender por que cresce tão confusa", explica a especialista. O distúrbio pode dar os primeiros sinais na adolescência, mas é bem difícil distingui-lo, já que o próprio adolescente é rebelde e vive uma crise-limite, muitas vezes com comportamento 'auto-destrutivo'. Em geral o diagnóstico é feito a partir dos 20 anos ou bem mais tarde.

Bom, aí esta a reportagem, muito boa por sinal, que eu resolvi reproduzir aqui. Achei muito explicativa, principalmente a parte que coloca o sofrimento e o não entendimento da família.
Acho que expor o sofrimento de quem, como eu tem esse tipo de doença é muito util. O preconceito que vive uma pessoa que é portadora de qualquer doença psíquica é estrondoso. Somos marcados pelo resto da vida como: pessoas loucas, pessoas que surtam a qualquer tempo, pessoas que vivem de remédios, pessoas "coitadinhas".

Mas ninguém pode imaginar a dor que é a idéia fixa de suicídio, quando ela surge bruscamente do nada. Eu como espírita, confesso o grande medo que tenho. Medo de um dia conseguir o que algumas vezes eu tentei, sem estar no meu juízo perfeito, porque acho que a vida é maravilhosa, e eu me orgulho muito das minhas qualidades, enquanto adotei a filosofia de vida de tentar mudar meus defeitos. Não é fácil, mas é necessário para nosso crescimento enquanto ser-humano.

As vezes penso que esta escrito na minha testa: voce é uma doente-suicida. E nao sou. Na verdade lutar contra isso é o que mais eu tenho feito nos ultimos 7 anos da minha vida. E apesar de sermos, segundo a estatística mostrada na matéria da revista, apenas 2%, somos parte de um contingente de pessoas que sofrem durante anos com diagnósticos errados, e a falta de informação aos nossos familiares e amigos.

É de suma importância que esse tipo de informação seja divulgado. Mesmo pelos que sofrem de qualquer outra patologia psiquiátrica. Quando eu estava no auge da anorexia, descobri que esta é a doença psiquiátrica que mais mata no mundo. Eu nao duvido disso, pois pra mim não comer era uma firma inconsciente e legal (no sentido jurídico e social) de me matar. Acho que essa reportagem explica porque eu boicotava meu próprio corpo, minha saúde, e sofria com fraquezas até a desnutrição e a hospitalização.

Então, senhoras e senhores, antes de abandonar uma pessoa querida, por achar que ela tem um "gênio forte", procurem saber de um especialista até onde vai a personalidade de uma pessoa, ou se ela sofre de algum distúrbio de sua personalidade. Não temos culpa dessa doença, mas somos responsáveis pelos nossos atos, mesmo estando doente. Só é preciso que as pessoas que amamos saibam o que acontece dentro de um cérebro como o nosso.